Febre amarela: conheça os sintomas e saiba quando tomar a vacina

A OMS (Organização Mundial de Saúde) incluiu nesta terça-feira (16) todo o Estado de São Paulo, incluindo a capital e o litoral, no mapa das áreas com alto risco de contaminação de febre amarela.

A entidade destacou que mudou o status de São Paulo em razão da elevação do número de casos da doença entre humanos e macacos de 2017 para cá. De acordo com a Secretaria de Saúde do Estado, 21 pessoas morreram por complicações de febre amarela. (Fonte: Folha de S.Paulo, 16/01/2018).

****

Para tentar conter o surto de febre amarela no país, a partir de fevereiro o Ministério da Saúde vai lançar uma campanha de vacinação em 75 municípios dos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia.

Em São Paulo, o mutirão deve ocorrer entre 3 e 24 de fevereiro e será aplicada a dose fracionada da vacina –1/5 da dose padrão.

A vacina é recomendada para quem vive próximo ou vai viajar para áreas com risco de febre amarela. A recomendação é se imunizar com pelo menos 10 dias de antecedência.

Os sinais e sintomas mais comuns da doença são: febre alta, calafrios, cansaço, dor de cabeça, dor muscular, náuseas e vômitos que duram, em média, três dias. Nas formas mais graves da doença, podem ocorrer icterícia (olhos e pele amarelados), insuficiências hepática e renal, manifestações hemorrágicas e cansaço intenso.

O que está acontecendo no Brasil é um surto, pois, de acordo com o Ministério da Saúde, o aumento do número de casos da doença acima do normal ocorre em regiões específicas, sem espalhamento. Já a epidemia se caracteriza quando um surto acontece em diversas regiões.

Saiba mais sobre a doença e como se proteger:

O que é a febre amarela?

A febre amarela é uma doença infecciosa febril aguda, causada por um vírus, que pode levar o indivíduo infectado à morte em cerca de uma semana se não for tratada rapidamente. De acordo com Ministério da Saúde, a doença é transmitida por mosquitos e comum em macacos, que são os principais hospedeiros do vírus.

Como a doença é transmitida?

O vírus é transmitido pela picada dos mosquitos transmissores infectados e não há transmissão direta de uma pessoa infectada para outra pessoa.

A doença possui dois ciclos epidemiológicos distintos de transmissão: silvestre e urbano. Nos dois casos, o vírus transmitido é o mesmo, assim como os sintomas da doença. O que difere um ciclo do outro é o mosquito transmissor.

No ciclo silvestre da febre amarela, os macacos são os principais hospedeiros do vírus e os vetores são mosquitos com hábitos estritamente silvestres, sendo os gêneros Haemagogus e Sabethes os principais na América Latina. Quando o mosquito pica um macaco doente, torna-se capaz de transmitir o vírus a outros macacos e também ao homem. Nesse ciclo, o é um hospedeiro acidental quando entra em áreas de mata.

No ciclo urbano, o homem é o único hospedeiro com importância epidemiológica e a transmissão ocorre pelo mosquito Aedes aegypti, comum nas cidades e que também transmite a dengue, o vírus Zika e a Chikungunya.

O período em que o vírus irá se manifestar no homem varia de três a seis dias após a picada do mosquito infectado, podendo se estender para até 15 dias. A maioria das pessoas apresenta melhora após os sintomas iniciais.

No entanto, cerca de 15% dos infectados desenvolvem uma forma mais grave da doença. Nesse caso, a pessoa infectada pode servir como fonte de infecção para outros mosquitos transmissores durante no máximo 7 dias (de um a dois dias antes do aparecimento dos sintomas até três a cinco dias após).

Nos casos em que a doença não é fatal, a pessoa que contraiu a doença fica com imunidade duradoura, ou seja: só é possível ter febre amarela uma vez na vida.

Prevenção e vacinação

De acordo com a Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), como a transmissão urbana da febre amarela só é possível através da picada de mosquitos Aedes aegypti, a prevenção da doença deve ser feita evitando sua disseminação. Os mosquitos criam-se na água e proliferam-se dentro dos domicílios.

Qualquer recipiente como caixas d’água, latas e pneus contendo água limpa são ambientes ideais para que a fêmea do mosquito ponha seus ovos, de onde nascerão larvas que, após desenvolverem-se na água, se tornarão novos mosquitos. Portanto, deve-se evitar o acúmulo de água parada em recipientes destampados.

Para eliminar o mosquito adulto, em caso de epidemia de dengue ou febre amarela, deve-se fazer a aplicação de inseticida através do “fumacê”.

A única forma de evitar a doença é através da vacinação. No Brasil, o imunizante é desenvolvido pelo laboratório Bio-Manguinhos da Fiocruz, desde 1937.

A OMS considera que apenas uma dose da vacina já é suficiente para a proteção por toda a vida. No entanto, como medida adicional de proteção, o Brasil adota esquema de duas doses da vacina: uma aos noves meses de idade e um reforço aos quatro anos.

Outras medidas preventivas são o uso de repelente de insetos, mosquiteiros e roupas que cubram todo o corpo.

A Anvisa não recomenda a vacina para pessoas com doenças que baixam a imunidade –como lúpus, câncer e HIV–, nem para quem tem mais de 60 anos, grávidas e alérgicos a gelatina e ovo.

Com informações da Agência Brasil, Anvisa e Fiocruz

Font: CatracaLivre

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *