Polícia descobre fábrica clandestina de azeite na Zona Leste de SP

O produto, feito de mistura de óleos e aromatizantes nocivos à saúde, era vendido em grandes redes de supermercados e em outros estados.

A polícia descobriu uma fábrica clandestina de azeite na Zona Leste da cidade de São Paulo. No local havia milhares de garrafas de azeite falsificado – uma mistura de óleos e aromatizantes nocivos à saúde, que era vendido para outros estados.

O galpão de fachada discreta fica na Vila Califórnia. Na produção, uma máquina trabalhava enchendo as garrafas, depois as embalagens eram lacradas e rotuladas. Em outras salas, tonéis armazenavam os produtos.

Segundo a polícia, os criminosos usavam na mistura óleo vegetal, aromatizantes e óleo lampante, produto que se consumido em grande quantidade é prejudicial à saúde.

Ao todo foram apreendidos 40 mil litros de óleo vegetal e 15 mil litros de azeite falsificado pronto para venda.

Investigação

Os policiais chegaram até a fábrica clandestina depois de abordar um caminhão. O motorista disse que o azeite era fabricado em São Paulo, mas os investigadores viram que o rótulo indicava que o produto era feito em Portugal.

A polícia diz que as marcas usadas nas embalagens foram inventadas pelos falsificadores. “Eles criaram um rótulo aleatório, colocavam um nome que inventavam, provavelmente, e afixavam nas garrafas, sempre com o mesmo produto”, disse o delegado Milton Burgese de Oliveira.

O responsável pelo galpão, André Robson Martins Hernandes, foi preso em flagrante e vai responder pelo crime de falsificação e adulteração de produto alimentício.

As investigações continuam para identificar quem distribuía o produto, que já foi encontrado em vários estados. “Temos algumas informações de que até redes grandes de periferia estão vendendo esse tipo de mercadoria. Agora a corrida é contra o tempo para informar e demonstrar que eles foram enganados e caíram em um golpe ao comprar produto falsificado”, afirmou o delegado.

Em nota, a Polícia Civil disse que vai informar à vigilância sanitária sobre a fraude para que os agentes retirem os produtos de circulação.

Fonte: G1

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